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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Travesti que imita Madonna no Chile reune até 20 mil fãs

14/07/09 - 08h44 - Atualizado em 14/07/09 - 09h41

Travesti que imita Madonna no Chile reune até 20 mil fãs

Elias Figueiroa ganha cerca de R$ 150 mil por ano com shows

Do EGO, no Rio


O chileno Elias Figueiroa já reuniu cerca de 20 mil fãs em um show. Mas o rapaz de 28 anos não é cantor, e sim um travesti que imita a estrela Madonna. Obcecado pela cantora, Elias se apresenta há dois anos e, depois de receber cerca de R$ 30 por seu primeiro show, já chega a ganhar cerca de R$ 150 mil por ano com suas apresentações. O jornal britânico "Daily Mail" contou a história do chileno, que é apaixonado por Madonna desde a infância. "Desde a primeira vez que ouvi 'Like a Virgin', na infância, quis saber tudo sobre Madonna. E hoje sou como ela", orgulha-se.



Elias Figueiroa, na versão "Madonna", e vestido como homem

Travesti se apresenta para centenas de pessoas em inauguração de loja, em Santiago do Chile

Fonte: EGO

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Concurso Beleza Gay elege a mais bela transformista em SP


Concurso Beleza Gay elege a mais bela transformista em SP

Por Redação 19/6/2009 - 13:13

Acontece no próximo dia 30/06, a partir das 22h, no Clube Piratininga, em São Paulo, mais uma edição do concurso Beleza Gay.

O evento, que vai escolher a mais bela transformista, será apresentado por Nildo, dono de uma famosa marca de perucas, Gretta Star e Silvetty Montilla. Hellen Cardoso (Mulher Moranguinho), Adriana Bombom, Scheila Mello, Rita Cadillac e Sabrina Boing Boing serão os jurados do concurso.

Durante o concurso, nomes consagrados da noite gay paulistana, como Layla Ken, Marcinha Corinto, Carla Hellen e Camila Prinss, apresentam números especialmente criados para o Beleza Gay 2009.

Segundo os organizadores, o objetivo é "exaltar o transformismo e mostrar o talento de belos jovens gays". A vencedora do concurso irá participar do Miss Brasil Gay, realizado há 32 anos em Juiz de Fora, representando o Distrito Federal.

Este ano, o Beleza Gay conta com a participação de 22 candidatas, que vêm de cidades como Campinas, São Roque, Santo André, São Caetano do Sul, São Paulo, São Bernardo do Campo, Marília, São Carlos, Limeira, Santos, Taubaté, entre outras.

Realizado desde 1994, o Beleza Gay é organizado pelo cabeleireiro Luiz Carlos Santos. No ano passado, a vencedora do concurso foi Ruby Della Vega, de Taubaté.

Serviço:
Concurso Beleza Gay 2009
Terça, dia 30 de junho, a partir das 22h
Local: Clube Piratininga - Alameda Barros, 376, Higienópolis.
Venda antecipada de convites: Loja Acessórios Arco-Íris (rua Vitória, 30, Centro).


Fonte: A Capa

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Segunda Acontece é Cabaret

Segunda Acontece pode até ser simples show de drags, mas garante boas risadas
Por Paco Llistó*
Fonte/ Source: A Capa
20/04/09










Crédito Foto: Eduardo Morais / Jornal Abalo


O Café Concerto Uranus, no centro de São Paulo, foi palco ontem da reestreia do espetáculo Segunda Acontece, que chega a sua quinta temporada após três anos de sucesso. Com elenco renovado, a edição desta segunda-feira contou com a participação especial de Dimmy Kieer e Vitória Principal. Reinando absolutas, Silvetty Montilla, Divina Núbia, Boo, Llady Meteora e Salette Campari completaram o cast.











"No flagrante, um grupo de amigas, confraternizando no Café-Teatro Uranus, em plena noite de segunda-feira, dia 27/04"


Dividido em duas partes, Segunda Acontece é uma espécie de vitrine de drags. A reunião de talentos e backgrounds distintos garante a diversão, mas não necessariamente surpreende. Mas será que isso é necessário? O agradável espaço do Café Concerto Uranus, com uma decoração kitsch que reproduz o ambiente de um cabaré, colabora para a atmosfera única do espetáculo. Segunda Acontece não é para fazer pensar: é entretenimento em sua forma bruta.

Não espere, portanto, uma revolução. As drags que integram o elenco, com destaque para Silvetty Montilla, conquistam pela relevância das piadas e pela rapidez do improviso. Elas repetem e abusam de gags e bordões, mas sabem que fórmulas prontas também fazem rir. Segunda Acontece pode até ser uma mera repetição dos shows dos clubes gays, mas seu diferencial está justamente na reunião dos maiores e mais importantes nomes do underground artístico paulistano.

O formato drag queen dubladora está presente nos vinte minutos iniciais. Nessa primeira parte, há números ousados, como o de Llady Meteora e sua dublagem perfeita de "Easy as Life", da cantora canadense Deborah Cox. Silvetty Montilla, quem diria, arrisca dublar também, mas sem estar certa de sua própria apresentação, comete deslizes e permanece apenas na (boa) intenção. Já na segunda parte, é ela mesma, Silvetty, que mostra as caras e toda sua criatividade: parodiando a apresentadora mirim Maysa, a drag comanda seu programa de velhos e novos talentos, interagindo com a plateia e imprimindo um novo ritmo ao espetáculo.

Antes de ir, preste atenção nestas dicas: é bom reservar um lugar porque o espaço das mesas é o mais privilegiado; outra coisa é que a casa cobra R$ 5 de consumação mínima (mas tomar um drinque ou comer as deliciosas porções faz parte do show). Segunda Acontece segue em temporada até 29 de junho.

* Especial para o site A Capa

Serviço:
Segunda Acontece, segundas-feiras, às 21h
Café Concerto Uranus
rua Doutor Carvalho de Mendonça, 40 - Campos Elísios - SP
Telefone para reservas: 3822-2801 / 7622-3668.
Ingressos: R$ 20.

Lançamento de livro sobre os Dzi Croquettes


Para mais informações sobre o grupo Dzi Croquettes, ver post 1 e post 2 abaixo.

Dzi Croquettes: Os transformistas brasileiros da contracultura que enfrentaram a ditadura







Dzi Croquettes
Os transformistas brasileiros da contracultura que enfrentaram a ditadura

Por Thereza Pires

3/9/2004




No final dos anos 60, toda uma geração se rebelava contra a sociedade conservadora. A ciência havia criado a pílula anticoncepcional, a moda de Mary Quant desafiava os limites do corpo e a juventude protestava contra a Guerra do Vietnã e a invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética. Na Paris de 68, os estudantes da Sorbonne saíam às ruas criticando a estrutura das universidades, confrontando com a polícia e lançando novas palavras de ordem, entre as quais a famosa "é proibido proibir", que se tornou um mantra naquele tempos de mudanças.
A Bienal de Veneza, instalada em meio a forte aparato militar, foi o espelho da nova proposta de sociedade: formas arrojadas e novos conceitos artísticos criticavam a ordem vigente.

Arbitrariedades na ditadura militar
http://txt.estado.com.br/edicao/especial/AI5/ai517.html

Liberdade vigiada
Em 1974, o aniversário de dez anos da ditadura millitar que governava o Brasil foi comemorado com a "eleição" do general Geisel.
O governo tinha como objetivo restaurar a democracia, mas sem pressa. Este processo foi definido pelo próprio General Presidente como de "distensão lenta, gradual e segura".
As atitudes pretensamente liberais traziam, em seu âmago, ações autoritárias e prepotentes. Em todo o período Geisel, houve repressão ao Partido Comunista Brasileiro, às organizações clandestinas e muitas vezes foi utilizado o recurso abominável do AI-5
(Ato Institucional número 5 ) que estabeleceu a censura prévia à imprensa, o fechamento do Congresso e a limitação da liberdade política no país.
Os ventos de liberdade já haviam soprado em outra direção para nossos irmãos portugueses. Em 25 de abril, o levante militar conhecido como "Revolução dos Cravos" derrubou o regime político de extrema-direita que vigorava desde 1926.

30 anos da Revolução dos Cravos
http://www.duplipensar.net/principal/2004-04-cravos.html

Travestismo/transvestismo
O termo "travestismo" (ou transvestismo = trans + vestir ) foi criado em 1910 por Magnus Hirschfeld (1868-1935), sexólogo alemão e declaradamente homossexual. Magnus achava que este gênero de transgressão em forma de vestimenta representava um componente "simpático" para os quem têm dificuldade de se definir sexualmente O ato de se travestir é executado, na maioria das vezes por homens e muitos são os heterosexuais que utilizam a prática, sempre associada à cultura GLTB.

Leia mais sobre Hirschfeld
http://www.geocities.com/mhc_humanrights/

Travestismo ou Androginia nos palcos cariocas
Inspirado no grupo norte-americano "The Coquettes" - que tinha estrelas do brilho de Divine e Sylvester - e no movimento gay off-Broadway, surgiu no Rio de Janeiro, em meio ao contexto político complicado, o Dzi Croquettes.

Homossexuais masculinos, dirigidos pelo coreógrafo norte-americano Lennie Dale, usavam a arte de representar e dançar para fazer seu protesto irreverente.

Não se consideravam travestis, mas andróginos.
Ousados, usavam saias, botas de cano longo, barbas, bigodes e exibiam pernas cabeludas. A maquiagem carregada fazia o contraste dos corpos masculinos em trajes femininos.

Seu primeiro show - Gente Computada Igual a Você (1972) - fez o grupo ser execrado pelo Serviço Nacional de Teatro, braço da ditadura, que se recusava a liberar verba para patrocinar a ousadia.

A equipe original era constituída, além de Lennie Dale, por Wagner Ribeiro (autor dos textos) e os bailarinos Ciro Barcelos, Cláudio Gaya, Reginaldo de Poli, Rogério de Poli., Cláudio Tovar, Paulo Bacellar, Carlinhos Machado, Benedictus Lacerda, Eloy Simões e Bayard Tonelli.

Sucesso na Europa


Elaborada como show musical, Gente Computada era uma comédia de costumes debochada e teve uma carreira brilhante em São Paulo. Com dublagem, dança, canto e depoimentos pessoais dos integrantes, criticava com sutileza a realidade brasileira, a repressão sexual, a censura imposta pelo AI-5 e a ditadura militar.


Tinindo Trincando, dos Novos Baianos e Assim Falou Zaratustra, em versão dance e technopop faziam o delírio das platéias. Levados à Europa pelo empresário Patrice Calmettes, os Dzi Croquettes foram a sensação das noites de Paris. Além de longas temporadas no clube noturno "Le Palace" (foto), trabalharam em Ibiza e em Londres e participaram do filme "Le Chat et la Souris", de Claude Lelouch.
Em 1976, Wagner Mello e Cláudio Tovar criaram um novo espetáculo: "Romance". Em seguida, um elenco de atrizes se junta ao grupo pioneiro. Pouco depois, os atores se separam, alguns deles iniciando carreiras-solo consistentes e duradouras.

Leia a entrevista de Sergio Mamberti sobre teatro na ditadura e conheça o site da Radiobrás:
http://www.tvebrasil.com.br/paranaodizer/txt_tea_mamberti.htm

Conheça o site da Radiobrás: www.radiobras.gov.br

Lennie Dale
Lennie (Leonardo La Ponzina) Dale, coreógrafo, cantor, ator, ensaiador, dançarino, norte-americano radicado no Brasil nasceu em 1934, em New York e foi o criador dos DziCroquettes.
Dedicou sua vida ao ballet, horror do pai, sapateiro italiano, que não se conformava em ter um filho bailarino. Foi ídolo da tv americana, co-estrelando com Connie Frances o programa infantil "Star Lime Kids".
Participou do "West Side Story" na Broadway, dançou com Gene Kelly em shows, coreografou "Cleópatra" - a megaprodução da MGM estrelada por Elizabeth Taylor, de quem se tornou amigo.
Em 1960, o olho clínico do empresário da noite Carlos Machado o descobriu em Roma. Lennie encantou-se pelo Brasil e, totalmente adaptado ao clima local, além do teatro de revista trabalhou como coreógrafo das boates do famoso Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro.
É considerado o precursor do ensaio entre os músicos e cantores da bossa-nova. Dirigiu vários shows, produziu e criou uma coreografia especial para o novo ritmo que surgia. Cuidou do visual e do gestual de Elis Regina, ela também uma estrela que começava a brilhar na MPB.
Chegou a voltar para os Estados Unidos mas retornou ao Rio de Janeiro, onde foi preso por porte de maconha, passando um ano na penitenciária Helio Gomes.
Foi o responsável pela coreografia da novela "Baila Comigo", em 1981 e produziu o musical "Leonardo La Ponzina", no Rio de Janeiro.
Lennie Dale morreu em 9 de agosto de 1994.

História Completa da Bossa Nova
http://www.geocities.com/SunsetStrip/Palms/2102/bossap1.html

Fonte: MixBrasil

Dzi Croquettes


Dzi Croquettes

Histórico

Grupo carioca que cria Gente Computada Igual a Você, 1972, espetáculo irreverente e perturbador, alinhado à contracultura, à criação coletiva e ao teatro vivencial. Originado de um show de boate, posteriormente transferido para São Paulo na casa noturna TonTon, sua marca prende-se à equipe: um grupo de homossexuais masculinos que assume a opção e dela faz uma bandeira de afirmação de direitos. Na equipe criadora do espetáculo constam os nomes do coreógrafo Lennie Dale, do autor Wagner Ribeiro de Souza, e dos bailarinos Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo de Poli, Bayard Tonelli, Rogério de Poli, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões.

Estruturado como um grande show musical, a realização conhece o sucesso em São Paulo, no Teatro Treze de Maio, em 1972. Gente Computada apresenta números cantados, dublados e dançados, entremeados por monólogos que equacionam as experiências de vida dos integrantes. Tais textos de interligação, de autoria de Wagner Ribeiro, primam pela ironia, duplo sentido e tom farsesco. A montagem recicla práticas da antiga revista musical, do show de cabaré e da tradição norte-americana do entertainement. As coreografias de Tinindo Trincando, música dos Novos Baianos, e Assim Falou Zaratustra, em versão dance e technopop, constituem momentos altos da realização. Figurinos ousados, maquiagem pesada e o contraste dos corpos masculinos em trajes femininos imprimem ao espetáculo tons de grotesco, de deboche e espírito ferino. Um árduo trabalho de interpretação e de dança é empreendido pelo bailarino Lennie Dale, para transformar o que era um ajuntamento de indivíduos numa trupe artística, elogiada pela crítica.

Em Paris, os Dzi Croquettes conhecem a consagração internacional. Em 1973 e 1974, fazem longas temporadas no Le Palace e, entre outras atividades, participam do filme Le Chat et la Souris, de Claude Lelouch. Uma parte da equipe cria um novo espetáculo, Romance, de Cláudio Tovar e Wagner Mello, 1976, que não alcança a mesma projeção do anterior. Posteriormente um elenco feminino vem agregar-se ao núcleo fundador, mas esta alternativa não amplia as propostas iniciais e, pouco tempo depois, o grupo se dissipa.

Inspirado no conjunto norte-americano The Coquettes e no movimento gay atuante na off-Broadway, a equipe soube equacionar conteúdos brasileiros para falar de nossa realidade, desde a repressão sexual até a censura e a ditadura. O grupo está na origem de uma corrente que veio a se desenvolver posteriormente, vinculada ao travestismo, ao deboche, à exploração do virtuosismo dos membros da equipe, à caricatura, à farsa e à comédia de costumes. Influencia a criação do grupo Vivencial, do Recife, e diversos grupos gays da Bahia, nos anos 80 e 90.



Atualizado em 16/10/2007


Clique no espetáculo para mais detalhes

1972 - Rio de Janeiro RJ - Gente Computada Igual a Você
1973 - São Paulo SP - Dzi Croquettes
1974 - Rio de Janeiro RJ - Dzi Croquettes Internacionales
1976 - Rio de Janeiro RJ - Romance
1980 - Rio de Janeiro RJ - Dzi Croquettes - TV Croquette Canal Dzi




Fontes de Pesquisa

BARUE, Rosa Maria Lobert de. A palavra mágica Dzi: uma resposta difícil de se perguntar: a vida cotidiana de um grupo teatral. Campinas, SP, 1979. Dissertação (Mestrado), Unicamp.



Atualizado em 23/10/2004

Fonte: Itau Cultural

GELÉIA GERAL - Sua revista virtual semanal - 17.05.2009








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