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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dudan del sexo de una atleta sudafricana



19-08-2009
Dudan del sexo de una atleta sudafricana

Ciudad del Cabo – (EFE)



Caster Semenya, líder mundial de la prueba de 800 metros y máxima favorita para ganar la medalla de oro en la final de los campeonatos del mundo, se ha visto envuelta en una polémica sobre su feminidad que incluso su entrenador encuentra lógica.

"¿Acaso quieres que te muestre mi sexo?", fue la respuesta de Caster Semenya cuando el empleado de una gasolinera en Sudáfrica puso en duda que fuera una mujer. La musculatura, el bello facial y la apariencia general de la atleta despertaron sus dudas.

Las sospechas con respecto al género de Semenya, de 18 años, surgieron no solo por su aspecto, sino porque este año, en los campeonatos africanos, rebajó en siete segundos su marca personal en 800 para dejarla en 1:56.72, la mejor del mundo este año.

"Entendemos que la gente pueda hacerse preguntas porque ella parece un hombre. La curiosidad es humana", comentó su entrenador, Michael Seme, que ilustró la cuestión con una anécdota.

Una vez, en Ciudad del Cabo, se pararon a repostar en una gasolinera y la atleta aprovechó para visitar los lavabos. Un empleado de la estación, al verla dirigirse al de mujeres, le indicó la dirección del de los hombres, convencido de que lo era.

"Caster, con una sonrisa, le dijo que si tenía que bajarse los pantalones para demostrarle que era una mujer", recuerda su entrenador, que, por su parte, no tiene ninguna duda sobre el sexo de su discípula.

"Puedo daros el teléfono de sus compañeras de habitación en Berlín. Ellas la han visto en la ducha y no tiene nada que ocultar", explicó Seme a los periodistas sudafricanos.

La Federación Sudafricana, por medio de su jefa de prensa, Ethel Manyaka, ha hecho saber que no habría enviado a una atleta a los Mundiales de no haber estado segura de su género.

Para Manyaka, otros atletas tienes aspecto masculino y no pasa nada, y citó a María Mutola (Mozambique), Pamela Jelimo (Kenia), Ariane Friedrich (Alemania), además de algunas rusas y ucranianas.

La prensa sudafricana revela que Semenya ha sido sometida a un control de sexo por la IAAF en Berlín, pero fuentes de este organismo indicaron a EFE que los resultados no podrán ser conocidos antes de la final de esta misma tarde.

La IAAF le ha practicado el control de feminidad en colaboración con la Federación Sudafricana.

Los controles de sexo, introducidos por el COI en los Juegos Olímpicos de México'68, dejaron de ser obligatorios en los de Sydney 2000 y ahora sólo se practican en casos excepcionales mediante la búsqueda de un gen imprescindible para la masculinidad.


Fonte: Sentido G

Suspeita sobre sexo de atleta causa protestos na África do Sul

Atualizado em 20 de agosto, 2009 - 14:50 (Brasília) 17:50 GMT

Esporte

Suspeita sobre sexo de atleta causa protestos na África do Sul



Caster Semenya

Semenya afirmou não se importar com a polêmica sobre o seu sexo

Diante da ameaça de perder a medalha de ouro conquistada nos 800 metros do Mundial de Atletismo de Berlim, caso não passe em um teste de gênero sexual, a corredora sul-africana Caster Semenya recebeu o apoio de vários segmentos de seu país nesta quinta-feira.

A cerimônia de entrega de prêmios aconteceu nesta quinta-feira, mas Semenya pode ser obrigada a devolver a medalha caso os testes não confirmem que ela é mulher.

A corredora, de 18 anos de idade, atraiu as atenções não só por seu excelente desempenho, mas por sua constituição física, que foi considerada masculina demais pela Federação Internacional de Atletismo.

Semenya, entretanto, disse não se importar com a polêmica, que começou há três semanas.

"Não dou a mínima para isso", afirmou.

Na África do Sul, ela vem sendo chamada de "menina dourada", e várias entidades saíram em sua defesa nesta quinta-feira. Um dos órgãos de futebol do país classificou a investigação de "racista".

'Sexista'

O partido do governo sul-africano, o CNA (Congresso Nacional Africano), afirmou que a decisão é "sexista" e que a atleta deveria ser elogiada por sua determinação.

"Caster não é a única atleta com constituição masculina, e a Federação Internacional de Atletismo deveria saber disso", afirma nota do partido.

A avó da jovem, que a criou em um vilarejo no interior da Província de Limpopo, reagiu com bom-humor às dúvidas sobre o sexo da neta.

"As pessoas podem dizer o que quiserem, mas a verdade é que a minha criança é uma menina. Não estou preocupada com essas coisas", disse Dorcus Semenya.

Esta não é a primeira vez que este tipo de suspeita recai sobre atletas mulheres. Há três anos, a vencedora dos 800 metros nos Jogos Asiáticos, Santhi Soundarajan, perdeu a medalha após ser reprovada no teste de gênero.

Outro exemplo famoso foi o da medalhista olímpica de ouro e prata nos Jogos de 1932 e 1936, a atleta polonesa Stella Walsh. Em um exame póstumo, em 1980, ficou constatado que ela tinha órgãos genitais com características ambíguas.

Mesmo assim, os testes de gênero sexual, baseados em coletas de amostras de saliva, foram abolidos às vésperas dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, depois de terem sido considerados pouco confiáveis.

Atualmente, em casos especiais, como no de Semenya, são usados testes mais completos e mais caros, que incluem atestados de um ginecologista, um psicólogo e um especialista em gênero.


Fonte: BBC Brasil